Seus caminhos se cruzaram pela
primeira vez nos corredores brancos da empresa em que trabalhavam, e isso já
fazia um tempo considerável, porém nos últimos meses o convívio harmônico havia
atravessado as fronteiras do desejo, instigando-o com os tradicionais jogos de
sedução e provocação. Uma mensagem mais apimentada no meio do expediente, fotos
insinuantes pela manhã e vídeos com alguma nudez a noite, sempre acompanhados
com pensei em ti quando encontrei isso.
Aquela manhã de verão fora
diferente. O calor escaldante e o suor que brotava por todos os poros eram
companheiros desagradáveis para quem precisa trabalhar na cidade de pedra, mas
essas não eram justificativas plausíveis para explicar a tensão extra que
surgiu quando ela recebeu a foto de uma modelo que ganhava uma sessão de
estimulação oral, acompanhada de uma ousada e rara confissão: “quero fazer o
mesmo em ti”.
Ficou surpresa e começou a
imaginar como reagiria se ele estivesse ali. Imediatamente sentiu uma boca
roçar seu pescoço, enquanto o corpo era exprimido contra uma parede da sala, as
mãos do parceiro encontrando sua cintura e tirando a blusa vermelha, deixando
expostos os seios fartos, que prontamente foram explorados com a língua treinada.
Baixou o sutiã e conduziu a
cabeça dele para que começasse a beijar e sugá-los com a voracidade de quem
bebe a última taça de vinho de boa cepa. Começa a perceber que os bicos
entregam o tesão que percorre seu corpo. Ele continua a exploração enquanto ela
geme baixo por entre dentes. A mão direita começa a percorrer em direção ao sul
e o restante do corpo até repousar nas nádegas que recebem apertos firmes.
Ela o afasta, abre o botão da
calça e a tira. Mostra a calcinha rendada pequena e que marcava todas as
entradas, convidando, implorando para ser jogada ao chão. Ele obedece, a tira
lentamente, começa a observar os pelos castanhos claros, bem cuidados e
desenhados. Os olhares se cruzam, o calor e a umidade lhe deixam rubra e ela
ordena – “chupa”.
Obediente, começa a beijar as
coxas, primeiro a parte externa, depois a parte interna se aproximando da
virilha. Ela arrepia, rebola encostada na parede e posiciona a cabeça dele onde
deseja. Sente a língua lhe estimular, a sensação de duas bocas se encontrando, fica
ainda mais molhada, excitada, sentindo todo o tesão permitido enquanto sua cintura
era apertada. Ela queria mais!
O afastou novamente, pegou-o
pela mão e o levou para o quarto. Antes que pudesse pensar em fazer algo, ele a
botou de quatro na cama e novamente explorou, sentindo o rebolar de seu quadril
em sua boca, sentindo o gosto de seu gozo e observando a visão linda,
implorando estocadas suave e fortes, sob o sol que lambia o quarto.
Quando ela sentiu o roçar em sua
porta, a campainha tocou. Foi chamada a realidade, estava molhada, celular na
mão no meio da sala. A campainha volta a tocar. Vai até a porta, abre e
descobre que ele esta ali, com um sorriso safado e antes que pudesse dizer
qualquer coisa, é recebido com uma sinceridade desconcertante “tu não morre tão
cedo, estava pensando em ti”...