sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

A carne sempre é mais forte


Seus caminhos se cruzaram pela primeira vez nos corredores brancos da empresa em que trabalhavam, e isso já fazia um tempo considerável, porém nos últimos meses o convívio harmônico havia atravessado as fronteiras do desejo, instigando-o com os tradicionais jogos de sedução e provocação. Uma mensagem mais apimentada no meio do expediente, fotos insinuantes pela manhã e vídeos com alguma nudez a noite, sempre acompanhados com pensei em ti quando encontrei isso.

Aquela manhã de verão fora diferente. O calor escaldante e o suor que brotava por todos os poros eram companheiros desagradáveis para quem precisa trabalhar na cidade de pedra, mas essas não eram justificativas plausíveis para explicar a tensão extra que surgiu quando ela recebeu a foto de uma modelo que ganhava uma sessão de estimulação oral, acompanhada de uma ousada e rara confissão: “quero fazer o mesmo em ti”.

Ficou surpresa e começou a imaginar como reagiria se ele estivesse ali. Imediatamente sentiu uma boca roçar seu pescoço, enquanto o corpo era exprimido contra uma parede da sala, as mãos do parceiro encontrando sua cintura e tirando a blusa vermelha, deixando expostos os seios fartos, que prontamente foram explorados com a língua treinada.

Baixou o sutiã e conduziu a cabeça dele para que começasse a beijar e sugá-los com a voracidade de quem bebe a última taça de vinho de boa cepa. Começa a perceber que os bicos entregam o tesão que percorre seu corpo. Ele continua a exploração enquanto ela geme baixo por entre dentes. A mão direita começa a percorrer em direção ao sul e o restante do corpo até repousar nas nádegas que recebem apertos firmes.

Ela o afasta, abre o botão da calça e a tira. Mostra a calcinha rendada pequena e que marcava todas as entradas, convidando, implorando para ser jogada ao chão. Ele obedece, a tira lentamente, começa a observar os pelos castanhos claros, bem cuidados e desenhados. Os olhares se cruzam, o calor e a umidade lhe deixam rubra e ela ordena – “chupa”.

Obediente, começa a beijar as coxas, primeiro a parte externa, depois a parte interna se aproximando da virilha. Ela arrepia, rebola encostada na parede e posiciona a cabeça dele onde deseja. Sente a língua lhe estimular, a sensação de duas bocas se encontrando, fica ainda mais molhada, excitada, sentindo todo o tesão permitido enquanto sua cintura era apertada. Ela queria mais!

O afastou novamente, pegou-o pela mão e o levou para o quarto. Antes que pudesse pensar em fazer algo, ele a botou de quatro na cama e novamente explorou, sentindo o rebolar de seu quadril em sua boca, sentindo o gosto de seu gozo e observando a visão linda, implorando estocadas suave e fortes, sob o sol que lambia o quarto.

Quando ela sentiu o roçar em sua porta, a campainha tocou. Foi chamada a realidade, estava molhada, celular na mão no meio da sala. A campainha volta a tocar. Vai até a porta, abre e descobre que ele esta ali, com um sorriso safado e antes que pudesse dizer qualquer coisa, é recebido com uma sinceridade desconcertante “tu não morre tão cedo, estava pensando em ti”...


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