O telefone toca, sua reação é de total surpresa ao identificar o número que insistentemente origina a ligação. Tivera uma ríspida conversa durante a manhã com a proprietária daquele telefone. Geralmente discussões relacionadas à empresa lhe deixavam irritado, não consegui entender como questões tão simples tornavam-se extraordinariamente gigantescas. Em sua visão simplista, pau era pau e pedra era pedra, não havia muito que se dizer. Assim mesmo atendeu, preparado para continuar tratando de assunto tão enfadonho. Sua surpresa foi enorme ao escutar a voz melosa do outro lado:
_ Oi estou saindo de um cliente, minha agenda estava corrida durante a tarde e não consegui te ligar. Será que você teria um tempo pra me encontrar e podermos conversar? Queria muito ter esta oportunidade, se for possível, em meia hora te encontro. Que me diz?
Céus – pensou ele – que não seja mais dor de cabeça, e, sem hesitar confirmou sua disponibilidade. Havia um local onde se sentia muito bem, e programou a reunião nele. Lugar sóbrio, discreto, onde se vive cultura por todos os cantos. Apesar de sua fama de bronco, era dado às letras e a música, sabia que ambas são chaves para o auto-conhecimento. Chegou na hora combinada e ficou aguardando pela colega que solicitara a reunião.
O relógio sem mostrar clemência alguma continuava a registrar os minutos que passavam ligeiros, indagações surgiam, frases iam sendo construídas mentalmente enquanto ficava atento ao movimento intenso de pessoas apressadas. Pareciam automatizadas, olhos vendo o nada, observando o vazio, como se não filtrassem nenhuma das paisagens. O ser humano é realmente imprevisível, era esta a frase para aquele momento.
Tudo isso porque lembrara da primeira reunião que tivera com essa colega. Ela havia sido transferida do Escritório de Minas Gerais, e possuía uma capacidade de ser gentil e agradável que muitas vezes lhe irritava. O mundo ruía ao redor, as metas continuavam na estratosfera e dentro daquele mar de docilidade não se encontravam águas revoltas, o que contrastava diretamente com ele, que sempre propagava a tradicional frase: “se desejas a paz, prepara-te para a guerra”. Na primeira oportunidade de ficarem frente a frente, Monique tinha mostrado esta sua característica.
Lembrava que ela a nova colega ficara responsável pela explanação sobre o novo programa de expansão da unidade do Sul e durante a reunião, insistentemente ela direcionava seu olhar ao dele. Eram raios tentando derreter gelo, parecia uma tarefa difícil de ser concretizada com êxito, mas sua insistência também era louvável. Monique apresentava uma beleza madura, dona de um corpo desenhado sob medida, trazia em cada gesto e palavra simples, uma quantidade desproporcional de sedução, magnetizava instantaneamente os que estavam a sua volta. Era difícil, realmente impossível ficar imune a seus encantos, e lógico, ela sabia disto. Seria impossível conviver com aquela mulher sem ter pensamentos mais ousados, desejos mais mundanos, vontade de experimentar o seu hálito, encontrar repouso de mãos em seu corpo. Ele estava longe, cada vez mais distante, parecia sentir naquele instante tudo o que imaginava. Respirou fundo, mordeu os lábios e tomou mais um gole de água, sua garganta estava seca. Neste instante, envolto em seus pensamentos, não percebeu que a responsável por seu devaneio encontrava-se parada ao seu lado.
Monique usava um vestido estampado, deixando seus ombros bronzeados de fora, que ficavam mais a mostra porque estava com os cabelos presos, um par de brincos repletos de pedras completavam sua beleza. Fascinado por pés, ele não se furtou de olhá-los e encontrou-os bem desenhados, calçando sandálias de cor púrpura, ornada com uma flor de mesma cor. Ela havia percebido seu interesse e declarou:
_ Estou usando uma criação minha. Uma vez de brincadeira desenhei este calçado e um amigo, dono de uma fábrica de calçados o fez. Foi um presente inesquecível.
_ Presente diferenciado, com certeza – frisou meio sem graça, para emendar – Bom, sobre o que desejas falar? Pensei que o assunto da manhã estivesse resolvido.
_ Sim, está! Não te chamei pra falar sobre trabalho, o fiz porque desejava muito ter esse tempo contigo, e ai aproveitei a oportunidade de ter acabado minhas visitas e estar próxima, vê algum problema?
_ Lógico que não. Só pensei que...
_ Não pense em nada de extraordinário, só quis poder conversar contigo. Sabes por acaso se o café daqui é bom? Não comi durante a tarde e um café gelado ia cair muito bem!
O simples ato de pedir um café transformava-se em um ritual, cada gesto era intercalado com uma contemplação visual, um movimento suave de lábios, uma forma de convidar sem explicitar. Afirmaria que era um jogo de xadrez, enquanto um atacava outro recuava, quando o atacado trocava de papel o outro também o fazia. Falavam sobre tudo, mas sempre deixando aberta a porta que geralmente fica travada sob centenas de chaves, mas ele parecia disposto a deixar a precaução de lado e assumir o controle da situação, papel que sempre desempenhou com grande competência. O que dizer? Sabia que tinha condições de atingir seu objetivo, era a chance que esperava há algum tempo, de constatar se aquela mulher era tudo o que imaginara, abriu sua boca e sem rodeios perguntou:
_ Você já tomou banho hoje?
Como assim já tomou banho hoje? Quer pergunta mais descabida! A ansiedade tomara conta dele, ele deveria contornar aquela constrangedora situação, ainda mais quando observou no rosto de Monique a perplexidade por aquelas palavras.
_Sim, por quê?
Feito – pensou ele – em sua lógica tão disforme é agora!
_ Porque conheço um lugar magnífico que poderia te proporcionar um excelente banho e onde este teu vestido ficaria lindo atirado sob uma cama, de preferência sem teu complemento.
_ Tu sabes que não deveríamos...
_ Não deveríamos estar deixando claras nossas intenções, é isso? Por favor, somos adultos, sabemos o que desejamos e a não ser que esteja ficando completamente desorientado, sempre deixamos transparecer nossos desejos, a vontade intensa de experimentar o algo mais.
_ Mas é um grande risco e não sei se estou disposta a corrê-lo. É isso. O melhor é não!
_ Tudo bem, se o melhor é não, porque viestes até aqui?
Silêncio. Ele havia conseguido, tomara novamente as rédeas da situação, pelo menor aparentemente. Somos sabedores que as mulheres possuem uma característica inata de convencimento que as tornam fantásticas. Não poderia perder o rumo, e acrescentou:
_ Riscos meu bem, todos corremos. O assumimos quando acordamos e decidimos colocar os pés para fora da cama, o abraçamos ao confirmar a sociedade com um conhecido em empreendimentos comerciais, respirar torna-se um risco assumido, viver seja de qualquer forma, é um risco. Eu prefiro possuí-lo, a viver amargurado pensando nas possibilidades infinitas que se abririam se a coragem tivesse me conduzido. Você que sabe, meu convite está de pé!
Monique mordeu os lábios, olhou fixamente em seus olhos e disse:
_ Me leva daqui!
_ Para onde?
_ Cara, eu não vou me furtar de nada mais, eu serei tua essa noite....
Enquanto se dirigiam para o estacionamento, tentava assimilar tudo pelo qual estava vivenciando. Parecia um sonho, aquela mulher que o enfeitiçara quando foram apresentados pela primeira vez e desde então o havia deixado insone tantas noite, perturbando seu sono, interferindo em seu poder de concentração, com seu jeito simples e ao mesmo tempo despreocupado de encara-lo, estava prestes a entrar em seu carro e iria aproveitar dos momentos que a noite e ele poderiam proporcionar. Ele estava sem jeito, era inegável, não sabia ao certo como portar-se, se agarrava sua mão, se a abraçava, não tinha certeza alguma do que fazer e na tentativa de não parecer tolo, fez um movimento próprio de quem espera um sinal, introduziu suas mãos aos bolsos. Seus dedos encontraram a chave do carro e nela repousaram, as deixou quietas numa tentativa de não correr o risco de perder o passaporte para uma experiência que lhe seria única e de indisfarçável satisfação.
Segurou o passo, deixou que ela ganhasse uma distância de cerca de 20 centímetros e a observou de todas as formas possíveis, seus olhos percorreram cada pedaço visível de seu corpo, percebeu o quanto suas pernas eram desenhadas, terminadas em harmonia com os pés enfeitados pela peça única. Levantou os olhos, soltos, eles fitaram o colo de belo volume, segurando o vestido que desejava tirar-lhe com sofreguidão. Parecia estar começando a entender o que realmente iria acontecer e tentava não pensar unicamente no fato de em instantes estarem dentro do quarto de um motel, onde entrariam, tiraria suas roupas e se entregariam as descobertas de seus corpos, sentindo os cheiros e gostos que poderiam proporcionar.
Ao entrarem no carro, ele ainda a olhou uma vez mais, voltou sua atenção para o volante. Devem ter passado alguns poucos segundos, permanecia estático, foi quando Monique, da forma que sempre lhe foi peculiar quebra aquele silêncio e decreta, deixando-o entre estimulado e confortado:
_ Cara, tens um poder de convencimento que nunca havia visto. Isso me dá medo, está me deixando sem saber o que fazer, mas ao mesmo tempo está me excitando muito!
O que mais precisaria ser dito? Nenhuma palavra seria capaz de descrever a atmosfera que surge, diferente e única, era como se estivesse sendo operado naquele instante a realização dos mais absurdos e esperados desejos. Ele dá a partida no carro, o destino está mentalmente definido. O rádio ligado não para de tocar musica dos anos 70 e 80, parece que o locutor sabia exatamente qual a trilha deveria acompanha-los e começa uma seqüência de músicas de Barry Whtite, dono de um vozeirão inconfundível canta : And what i see, i like... girl listen, you’re in my life, so... beware, i’m gonna keep you... take care, i can’t resist you (your touch)...
Ele, respirou fundo, sabia perfeitamente o que cada palavra significava, tanto as cantadas quanto as ditas por eles a instantes. Monique se mostrava, como sempre, dona da situação. Continuava falando com a desenvoltura que lhe era peculiar, olhando para as construções que ladeavam aquelas ruas com pouca iluminação com admiração, arquiteta por formação e vendedora por opção, o assunto lhe agradava e era possível que discorresse horas sobre ele. Tinha na ponta da língua o nome das maiores influencias do meio, sabia como poucas as técnicas empregadas, era capaz inclusive de identificar o ano de uma casa, pela simples observação da fechadura de uma porta.
Ele, respirou fundo, sabia perfeitamente o que cada palavra significava, tanto as cantadas quanto as ditas por eles a instantes. Monique se mostrava, como sempre, dona da situação. Continuava falando com a desenvoltura que lhe era peculiar, olhando para as construções que ladeavam aquelas ruas com pouca iluminação com admiração, arquiteta por formação e vendedora por opção, o assunto lhe agradava e era possível que discorresse horas sobre ele. Tinha na ponta da língua o nome das maiores influencias do meio, sabia como poucas as técnicas empregadas, era capaz inclusive de identificar o ano de uma casa, pela simples observação da fechadura de uma porta.
Monique, apesar de ser uma mulher viajada, havia passado uma temporada na Europa antes de conseguir a vaga na Organização, tinha passatempos simples. Amava fotografar. Possuía álbuns separados por local e assunto, era fascinante a forma como conseguia eternizar em um simples pedaço de papel os momentos mais surpreendentes. Certa vez ao comentar no escritório sobre sua paixão, mostrou aos demais um álbum com fotos de um velho casarão de portas grandes de madeira desgastada pela ação do tempo, ladeadas por janelas de mesmo material, paredes brancas, com um telhado de cerâmicas do final do séc. XIX. Havia encontrado este tesouro em uma de suas constantes viagens pelo interior da França. O pátio era enorme, e as fotos tiradas numa manhã de outono mostravam o tapete de folhas secas que serviam como recepção aos visitantes. Ele conseguia estranhamente lembrar o brilho nos olhos dela naquele dia, pensou inclusive que ela estava perdendo seu tempo em meio aos números, sua alma era inegavelmente liberta e curiosa, mas preferiu manter-se calado.
A noite estava abafada, um calor insuportável varria a cidade e no carro a temperatura parecia maior, ele estava com as mãos suadas, a cada instante em que lembrava do convite que fizera há pouco, era como se uma lufada de ansiedade lhe invadisse. Aquela altura ele só desejava entrar no quarto, ligar a hidro e proporcionar o que a havia prometido. Quando estavam próximos, ele ainda lhe pergunta:
_ Você está certa disto?
_ Sim. Entra!
O motor após minutos de uso é desligado, dentro do veículo o clima era de total tensão. Aguardavam pela atitude um do outro, e neste instante ele percebe não a havia beijado! Uma falha imperdoável, a boca ofertando-se durante todo o percurso não havia sido tocada, não poderia mais existir tempo a ser desperdiçado. Os olhos se encontram, sua mão repousa sobre a nuca lisa e a puxa; suas bocas finalmente se encontram, os primeiros contatos são suaves e rápidos, assemelhando-se ao instante que testamos o calor da água. Aqueles lábios eram macios, ele os desejava mais e mais, e este se traduzia na intensidade com que começaram a se tocar, as línguas ficaram indomadas. A noite finalmente estava começando, e prometia ser inesquecível!
As luzes da garagem apagaram-se, mas os dois permaneciam colados dentro do carro, parecia que a química estava cada vez mais forte, era algo inevitável, só um caminho a seguir. Monique o fita, ele entende o recado, abre a porta, faz a volta no veiculo e a retira dele. Seus corpos voltam a se tocar. Ele a prensa contra o carro e volta a beijá-la, sente sua respiração mais tensa e fica sem saber o que fazer. Havia sido tão esperado e não deseja fazer nada que estragasse aquele momento.
_ Vamos subir? – ela questiona como se fosse um convite entre dentes.
_ Claro!
_ Então ligue as luzes, imagina, eu estar subindo as escadas no escuro e cair com esse meu sapato?
Seu pedido foi atendido. Ela inicia seu desfile subindo os degraus vagarosamente, ele a segue. A porta é aberta e mostra um quarto pequeno, a parede possui um quadro desenhado em tons de preto de uma mulher nua debruçada sobre uma janela, o restante dela é repleta de espelhos. Monique coloca sua bolsa vermelha sobre a bancada e se observa pelo espelho. Fica naquela contemplação por longos segundos até que ele a abraça. Ambos se observam pelo reflexo.
Ele a beija no pescoço, corpos colados, suas mãos vão deslizando pelas pernas delineadas de Monique, vão subindo em direção a sua cintura, passam por baixo do vestido em busca de um pequeno pedaço de tecido. Imaginava qual a cor da lingerie que ela estaria usando, mas para sua surpresa, seu tato nada percebe. Ele a mira com admiração, ela aquiesce respondendo os questionamentos daquele olhar, não havia nenhuma lingerie a ser retirada lentamente, não! A sua frente estava uma fêmea audaciosa, em sua essência pura e plena. Ao virar-se ela faz novo pedido.
Ele a beija no pescoço, corpos colados, suas mãos vão deslizando pelas pernas delineadas de Monique, vão subindo em direção a sua cintura, passam por baixo do vestido em busca de um pequeno pedaço de tecido. Imaginava qual a cor da lingerie que ela estaria usando, mas para sua surpresa, seu tato nada percebe. Ele a mira com admiração, ela aquiesce respondendo os questionamentos daquele olhar, não havia nenhuma lingerie a ser retirada lentamente, não! A sua frente estava uma fêmea audaciosa, em sua essência pura e plena. Ao virar-se ela faz novo pedido.
_Coloca uma música pra gente.
Atônito ainda, ele procura o som. Tenta em vão encontrar uma estação bem sintonizada. O aparelho deveria ter participado de uma guerra, tal o estado que ele apresentava-se. Falou que estava difícil encontrar algo que fosse condizente com aquela noite e ao virar-se é novamente surpreendido. Monique estava nua! O vestido que lhe caia sobre o corpo, não havia escondido nada de sua silueta. Monique era deliciosamente tentadora, seus seios eram bem desenhados e de belo tamanho, seu sexo estava escondido sob pelos bem aparados.
Ele só teve tempo de abrir um pequeno sorriso, pois em instantes ela estava na ponta dos pés, agarrada em seu pescoço beijando-o. Ele sabia que havia beijado tantas outras bocas antes daquela noite, mas encontrava naqueles lábios um fogo que nunca experimentara. Seus beijos o levavam a lugares nunca antes visitados, imagina que aquela sensação seria a mesma encontrada por aqueles que se deliciavam na mais alta montanha russa do mundo.
Ele só teve tempo de abrir um pequeno sorriso, pois em instantes ela estava na ponta dos pés, agarrada em seu pescoço beijando-o. Ele sabia que havia beijado tantas outras bocas antes daquela noite, mas encontrava naqueles lábios um fogo que nunca experimentara. Seus beijos o levavam a lugares nunca antes visitados, imagina que aquela sensação seria a mesma encontrada por aqueles que se deliciavam na mais alta montanha russa do mundo.
Tantas vezes cético não iria comentar nada, não teve coragem de tecer elogio sobre aquele beijo. Sempre acreditou que determinadas situações são percebidas pelo brilho dos olhos ou neste caso, sobre como as línguas se comportam e ainda mais o quanto de saliva suave é encontrada na boca, e apesar de estarem de olhos fechados, sabia que os castanhos de Monique estavam brilhando, porque em sua boca, encontrara um fonte cristalina. Quando deu por conta, já estavam no anexo, era um banheiro de bom tamanho, que guardava em um dos cantos uma banheira. Monique liga-a. A água começa a enchê-la, enquanto isso os beijos voltam com uma intensidade assustadora. Ele começa a despir-se, enquanto ela a vai puxando pra dentro da hidro. Tantas promessas que seriam cumpridas!
Monique senta-se de frente, coloca seu pé no peito dele, provocando-o, fazendo com que ele passe a beijá-lo, massageando a planta do pé, subindo com suas mãos em direção ao joelho. As mãos antes trêmulas ficam firmes, percorrem cada pedaço daquele corpo com volúpia. Ambos se provocam, os olhares são a arma de sedução que utilizam completados com pequenas mordidas nos lábios. Ela sabe realmente como deixá-lo excitado e nesses instantes deixam de perceber que não haviam fechado o registro da água. Por detalhe não inundam o quarto. É a primeira vez que o clima é quebrado por risos. Se um voyeur estivesse espreitando-os ficaria convencido que estava observando um casal de mutantes, porque eles conseguiam conservar o espírito de descoberta dos jovens em corpos maduros, mas inegavelmente, sabiam o que estavam fazendo!
O som, vez ou outra, conseguia sintonizar, apesar do seu estado precário, uma estação com boa musica. Foi em um destes momentos que ela o provoca, levantando-se de onde está e partindo em sua direção de bruços, deitando seu corpo no peito dele e falando baixinho.
_ Sabe, acho que você não sabe dar direito um banho! Estou aqui, sujinha, louca pra ser lavada por você!
Ele observa aquele monte imerso, as nádegas bem claras e lisas de Monique o deixam fascinado. Suas mãos começam a banhá-la e o sabão percorre todo seu belo corpo. Ela volta a sentar-se, desta vez em seu colo, o provoca, suas mãos o abraçam. Definitivamente, eles não estavam fazendo simplesmente sexo, era amor o que se desenrolava naquela banheira. Ela se vira e se mostra de uma forma totalmente entregue, é o convite que faltava. Sente a língua que antes apenas beijava sua boca, percorrer sua genitália, estremece, vira o rosto e fecha suavemente seus olhos, aproveita aquele carinho como se fosse o prêmio por ter-se comportado muito bem, em seu intimo esperara há muito por tudo aquilo.
Embora não soubesse o desejo de Monique por ele era igualmente antigo. Sempre tivera medo de se entregar, os comentários que faziam dele não eram os melhores. Não desejava ser apenas mais uma enganada pelo jeito um tanto quanto inseguro que ele deixava transparecer. Acreditava que fossem apenas palavras bem estruturadas. Infelizmente ela não suspeitava que poucas pessoas haviam recebido permissão para entrar na vida dele igual a ela. O interesse de ambos era mútuo! Naquele instante ela se lembrou da viagem que fizeram para visitar clientes na implantação de um novo produto.
A companhia dele havia sido extremamente agradável, o oposto que sempre disseram dele. Seus pensamentos foram dispersos ao ter seu quadril levantado da banheira e começar a ser beijado por aquela boca, uma vez mais soltou um gemido. Levantaram-se, seus dedos estavam murchos, o tempo passara e ficaram uma boa dúzia de minutos naquela intimidade permitida, desejavam mais e iriam saciar suas vontades. Antes de sair, Monique ainda brincou que eles conseguiam encher uma banheira, porque ao levantarem-se, a água ficou próxima aos joelhos de ambos. Este tipo de atitude o deixava encantado, era inegável!
A companhia dele havia sido extremamente agradável, o oposto que sempre disseram dele. Seus pensamentos foram dispersos ao ter seu quadril levantado da banheira e começar a ser beijado por aquela boca, uma vez mais soltou um gemido. Levantaram-se, seus dedos estavam murchos, o tempo passara e ficaram uma boa dúzia de minutos naquela intimidade permitida, desejavam mais e iriam saciar suas vontades. Antes de sair, Monique ainda brincou que eles conseguiam encher uma banheira, porque ao levantarem-se, a água ficou próxima aos joelhos de ambos. Este tipo de atitude o deixava encantado, era inegável!
Ela o puxou pela mão, seus corpos molhados percorreram o quarto. A noite continuava abafada e mesmo o ar não refreava o calor que sentiam. A cama redonda ficava frente à parede espelhada e no teto novo espelho permitia aos amantes observar e apreciar cada ângulo do que estava acontecendo. Ele percebera que ela estava totalmente desnuda, com exceção dos brincos e de uma pulseira de ouro que não havia retirado. Comentou de forma despreocupada
_ Teus brincos são lindos, poderia afirmar que as pedras dele são reflexo de tua alma, meio piegas, mas eu sou piegas!
_Sabe, você não existe! – fala Monique
_ Porque não existo?
_ Porque tens o dom de me encantar, como poucos já conseguiram um dia, principalmente agora que descreveu o reflexo de minha alma. Ela está brilhando tanto ou mais do que estas pedras, podes acreditar!
_ A noite será intensa e inesquecível, da mesma forma que me recepcionastes quando estava arrumando o som!
Ela ruborizou, havia sido atingida! Sabedor disso, ele começa a beijá-la. Suga-lhe os seios, seu olfato percebe o doce perfume que invade o quarto, é suave, convidativo, uma senha que ele não deixará de usar. Sua boca começa a descer em direção ao sexo já úmido de Monique. O contato da boca a faz estremecer, ela se atira na cama, entrega-se aquele homem que com boca e dedos a está enlouquecendo. Sua língua é bem ensinada, não precisa de mapa ou orientação para encontrar o ponto exato que a satisfaz. É inebriante o fluido que ela expele.
Ele dedica-se nela, mas seus olhos não deixam de encarar os dela, mesmo quando ela os fecha no instante que é invadida pelos dedos de seu homem e o prazer percorre seu corpo. Nestes instantes eles ficam mais concentrados nos sinais enviados pelo rosto suave de Monique. Um gemido, uma contração e ele para. Deita-se ao seu lado. A antes mulher tão audaz parece ser uma adolescente que realizara a viagem dos sonhos. Diz baixinho;
Ele dedica-se nela, mas seus olhos não deixam de encarar os dela, mesmo quando ela os fecha no instante que é invadida pelos dedos de seu homem e o prazer percorre seu corpo. Nestes instantes eles ficam mais concentrados nos sinais enviados pelo rosto suave de Monique. Um gemido, uma contração e ele para. Deita-se ao seu lado. A antes mulher tão audaz parece ser uma adolescente que realizara a viagem dos sonhos. Diz baixinho;
_ Eu nunca fiz sexo com alguém que eu não tivesse a intenção de namorar, só que não consigo nos ver tendo agora sexo casual, porque não é isso, é engraçado
_ Claro que não é casual, não te preocupa. Não tenha peso em tua consciência, mesmo que não ocorra novamente, nunca será considerado casual, porque há envolvimento, está sendo um momento único de troca e cumplicidade, e podes acreditar, estamos tendo cada um destes ingredientes nesta noite.
Monique levanta-se, inclina-se sobre ele e começa a retribuir da mesma forma o que havia experimentado. Sua boca é magistral, uma boca bem treinada alternava entre suavidade e pressões suas caricias. Sabia muito bem como deixar um homem eletrizado, isto era fato. Não havia nada a ser recriminado na forma como ela estava agradando-o. Ele se deu por conta que aquela mulher realmente gostava do que estava fazendo, não possuía nenhum tipo de restrição. Estava cumprindo o que lhe prometera, se entregava totalmente, sem juras de amor, apenas sendo ela mesma, sem máscaras e arrependimentos. Ela olha pro lado e diz maliciosamente enquanto tem o preservativo em suas mãos.
_ Eu abro e você coloca, porque eu te quero dentro de mim, agora.
Não havia porque contestar aquele convite. Em um movimento rápido ele faz o que ela determinara. Coloca-a sobre os joelhos, os travesseiros sob o corpo e a penetra. Escuta o primeiro gemido, baixinho como se fosse uma brisa, mais movimentos e os gemidos vão tendo sua intensidade aumentada intercalados por um "safado", "safado" que ela insistia em repetir.
Ele busca seu corpo para junto do dele, nunca vira em sua caminhada, uma mulher que gemesse de forma tão sensual, cada um deles era um descarga de excitação que lhe era injetada. Era uma mulher magnífica, que lhe estimulava como poucas. Seus olhos uma vez mais estava cerrados, no rosto uma expressão de suavidade, ele a beijou e encontrou em sua boca a saliva suave que conhecera o significado. Ela pede para sentar-se nele, o que não precisa ser comentado foi prontamente atendida. Ficaram amando-se e amando-se seguiram por mais algum tempo. Deitados, ela tece o comentário da noite, aquele que o deixou completamente lisonjeado.
_ Foi exatamente assim que eu imaginei, olho no olho, boca na boca. Só de relembrar eu fico arrepiada, emocionada, excitada. Nossa! Sem palavras, você consegue ser um misto de tanta coisa. É uma perdição, ah tu és uma perdição. A estrada na qual me perdi. Sabe, agora entendo o que falastes sobre riscos, e vou completar que os riscos andam de mãos dadas com o juízo! E ter juízo não é fazer somente as coisas certas, é saber a hora certa de fazer as coisas erradas. Tivemos juízo, não?
Ele não poderia escutar nada melhor. Um sorriso maroto apareceu em seus lábios enquanto a admirava nua, repousando-se em seu peito e com o reflexo deles refletido no espelho do teto.
Final alternativo.
O celular toca, ele instintivamente o pega. É o despertador que o chama para um novo dia. Ainda dormente deixa seu braço solto a procurar na cama o corpo de Monique. Não há ninguém na cama do seu quarto. Ele está em sua casa. Não poderia ter sido um sonho. Não! Bebera um pouco na noite anterior, sua cabeça rodava e aliado ao fato de não estar dormindo direito há semanas, fazia-o sentir deslocado da realidade. Se fora um sonho, foi o mais real que ele tivera. Sentia o gosto e o cheiro de Monique em sua boca e seu corpo, ainda estava com as penas trêmulas, não ficava assim desde os tempos de juventude. Um sonho o teria deixado assim? Enfim, suas dúvidas seriam respondidas no decorrer do dia. Estava realmente muito atrasado!
Ao chegar ao escritório encontra a mesa no caos habitual, papéis misturados, canetas destampadas, mas um detalhe chamou sua atenção. Havia um envelope preso a seu terminal.
"Teu gosto e cheiro ainda estão grudados em mim. A noite foi fantástica, tua boca foi quente e não haveria melhor lugar para morrer de amor do que grudada nela. Não me pergunte quando e nem tão pouco quando repetiremos essa nossa loucura tão intensa e roubando os pensamentos de Neruda te digo que – quero apenas cinco coisas; primeiro é o amor sem fim; a segunda é ver o outono; a terceira é o grave inverno; em quarto lugar o verão e a quinta coisa são teus olhos. Não quero dormir sem teus olhos, não quero ser, sem que me olhes. Abro mão da primavera para que continues me olhando".
Atônito ele olha ao redor e encontra Monique, encostada na entrada de sua sala trazendo uma xícara de café, os cabelos semi-presos, os óculos no rosto e um sorriso maroto nos lábios!
Não fora sonho!
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