sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

A carne sempre é mais forte


Seus caminhos se cruzaram pela primeira vez nos corredores brancos da empresa em que trabalhavam, e isso já fazia um tempo considerável, porém nos últimos meses o convívio harmônico havia atravessado as fronteiras do desejo, instigando-o com os tradicionais jogos de sedução e provocação. Uma mensagem mais apimentada no meio do expediente, fotos insinuantes pela manhã e vídeos com alguma nudez a noite, sempre acompanhados com pensei em ti quando encontrei isso.

Aquela manhã de verão fora diferente. O calor escaldante e o suor que brotava por todos os poros eram companheiros desagradáveis para quem precisa trabalhar na cidade de pedra, mas essas não eram justificativas plausíveis para explicar a tensão extra que surgiu quando ela recebeu a foto de uma modelo que ganhava uma sessão de estimulação oral, acompanhada de uma ousada e rara confissão: “quero fazer o mesmo em ti”.

Ficou surpresa e começou a imaginar como reagiria se ele estivesse ali. Imediatamente sentiu uma boca roçar seu pescoço, enquanto o corpo era exprimido contra uma parede da sala, as mãos do parceiro encontrando sua cintura e tirando a blusa vermelha, deixando expostos os seios fartos, que prontamente foram explorados com a língua treinada.

Baixou o sutiã e conduziu a cabeça dele para que começasse a beijar e sugá-los com a voracidade de quem bebe a última taça de vinho de boa cepa. Começa a perceber que os bicos entregam o tesão que percorre seu corpo. Ele continua a exploração enquanto ela geme baixo por entre dentes. A mão direita começa a percorrer em direção ao sul e o restante do corpo até repousar nas nádegas que recebem apertos firmes.

Ela o afasta, abre o botão da calça e a tira. Mostra a calcinha rendada pequena e que marcava todas as entradas, convidando, implorando para ser jogada ao chão. Ele obedece, a tira lentamente, começa a observar os pelos castanhos claros, bem cuidados e desenhados. Os olhares se cruzam, o calor e a umidade lhe deixam rubra e ela ordena – “chupa”.

Obediente, começa a beijar as coxas, primeiro a parte externa, depois a parte interna se aproximando da virilha. Ela arrepia, rebola encostada na parede e posiciona a cabeça dele onde deseja. Sente a língua lhe estimular, a sensação de duas bocas se encontrando, fica ainda mais molhada, excitada, sentindo todo o tesão permitido enquanto sua cintura era apertada. Ela queria mais!

O afastou novamente, pegou-o pela mão e o levou para o quarto. Antes que pudesse pensar em fazer algo, ele a botou de quatro na cama e novamente explorou, sentindo o rebolar de seu quadril em sua boca, sentindo o gosto de seu gozo e observando a visão linda, implorando estocadas suave e fortes, sob o sol que lambia o quarto.

Quando ela sentiu o roçar em sua porta, a campainha tocou. Foi chamada a realidade, estava molhada, celular na mão no meio da sala. A campainha volta a tocar. Vai até a porta, abre e descobre que ele esta ali, com um sorriso safado e antes que pudesse dizer qualquer coisa, é recebido com uma sinceridade desconcertante “tu não morre tão cedo, estava pensando em ti”...


sábado, 17 de dezembro de 2011

Desatino em desalinho


O telefone toca, sua reação é de total surpresa ao identificar o número que insistentemente origina a ligação. Tivera uma ríspida conversa durante a manhã com a proprietária daquele telefone. Geralmente discussões relacionadas à empresa lhe deixavam irritado, não consegui entender como questões tão simples tornavam-se extraordinariamente gigantescas. Em sua visão simplista, pau era pau e pedra era pedra, não havia muito que se dizer. Assim mesmo atendeu, preparado para continuar tratando de assunto tão enfadonho. Sua surpresa foi enorme ao escutar a voz melosa do outro lado:

_ Oi estou saindo de um cliente, minha agenda estava corrida durante a tarde e não consegui te ligar. Será que você teria um tempo pra me encontrar e podermos conversar? Queria muito ter esta oportunidade, se for possível, em meia hora te encontro. Que me diz?

Céus – pensou ele – que não seja mais dor de cabeça, e, sem hesitar confirmou sua disponibilidade. Havia um local onde se sentia muito bem, e programou a reunião nele. Lugar sóbrio, discreto, onde se vive cultura por todos os cantos. Apesar de sua fama de bronco, era dado às letras e a música, sabia que ambas são chaves para o auto-conhecimento. Chegou na hora combinada e ficou aguardando pela colega que solicitara a reunião.

O relógio sem mostrar clemência alguma continuava a registrar os minutos que passavam ligeiros, indagações surgiam, frases iam sendo construídas mentalmente enquanto ficava atento ao movimento intenso de pessoas apressadas. Pareciam automatizadas, olhos vendo o nada, observando o vazio, como se não filtrassem nenhuma das paisagens. O ser humano é realmente imprevisível, era esta a frase para aquele momento.

Tudo isso porque lembrara da primeira reunião que tivera com essa colega. Ela havia sido transferida do Escritório de Minas Gerais, e possuía uma capacidade de ser gentil e agradável que muitas vezes lhe irritava. O mundo ruía ao redor, as metas continuavam na estratosfera e dentro daquele mar de docilidade não se encontravam águas revoltas, o que contrastava diretamente com ele, que sempre propagava a tradicional frase: “se desejas a paz, prepara-te para a guerra”. Na primeira oportunidade de ficarem frente a frente, Monique tinha mostrado esta sua característica.

Lembrava que ela a nova colega ficara responsável pela explanação sobre o novo programa de expansão da unidade do Sul e durante a reunião, insistentemente ela direcionava seu olhar ao dele. Eram raios tentando derreter gelo, parecia uma tarefa difícil de ser concretizada com êxito, mas sua insistência também era louvável. Monique apresentava uma beleza madura, dona de um corpo desenhado sob medida, trazia em cada gesto e palavra simples, uma quantidade desproporcional de sedução, magnetizava instantaneamente os que estavam a sua volta. Era difícil, realmente impossível ficar imune a seus encantos, e lógico, ela sabia disto. Seria impossível conviver com aquela mulher sem ter pensamentos mais ousados, desejos mais mundanos, vontade de experimentar o seu hálito, encontrar repouso de mãos em seu corpo. Ele estava longe, cada vez mais distante, parecia sentir naquele instante tudo o que imaginava. Respirou fundo, mordeu os lábios e tomou mais um gole de água, sua garganta estava seca. Neste instante, envolto em seus pensamentos, não percebeu que a responsável por seu devaneio encontrava-se parada ao seu lado.

Monique usava um vestido estampado, deixando seus ombros bronzeados de fora, que ficavam mais a mostra porque estava com os cabelos presos, um par de brincos repletos de pedras completavam sua beleza. Fascinado por pés, ele não se furtou de olhá-los e encontrou-os bem desenhados, calçando sandálias de cor púrpura, ornada com uma flor de mesma cor. Ela havia percebido seu interesse e declarou:

_ Estou usando uma criação minha. Uma vez de brincadeira desenhei este calçado e um amigo, dono de uma fábrica de calçados o fez. Foi um presente inesquecível.

_ Presente diferenciado, com certeza – frisou meio sem graça, para emendar – Bom, sobre o que desejas falar? Pensei que o assunto da manhã estivesse resolvido.

_ Sim, está! Não te chamei pra falar sobre trabalho, o fiz porque desejava muito ter esse tempo contigo, e ai aproveitei a oportunidade de ter acabado minhas visitas e estar próxima, vê algum problema?

_ Lógico que não. Só pensei que...

_ Não pense em nada de extraordinário, só quis poder conversar contigo. Sabes por acaso se o café daqui é bom? Não comi durante a tarde e um café gelado ia cair muito bem!

O simples ato de pedir um café transformava-se em um ritual, cada gesto era intercalado com uma contemplação visual, um movimento suave de lábios, uma forma de convidar sem explicitar. Afirmaria que era um jogo de xadrez, enquanto um atacava outro recuava, quando o atacado trocava de papel o outro também o fazia. Falavam sobre tudo, mas sempre deixando aberta a porta que geralmente fica travada sob centenas de chaves, mas ele parecia disposto a deixar a precaução de lado e assumir o controle da situação, papel que sempre desempenhou com grande competência. O que dizer? Sabia que tinha condições de atingir seu objetivo, era a chance que esperava há algum tempo, de constatar se aquela mulher era tudo o que imaginara, abriu sua boca e sem rodeios perguntou:

_ Você já tomou banho hoje?

Como assim já tomou banho hoje? Quer pergunta mais descabida! A ansiedade tomara conta dele, ele deveria contornar aquela constrangedora situação, ainda mais quando observou no rosto de Monique a perplexidade por aquelas palavras.

_Sim, por quê?

Feito – pensou ele – em sua lógica tão disforme é agora!

_ Porque conheço um lugar magnífico que poderia te proporcionar um excelente banho e onde este teu vestido ficaria lindo atirado sob uma cama, de preferência sem teu complemento.

_ Tu sabes que não deveríamos...

_ Não deveríamos estar deixando claras nossas intenções, é isso? Por favor, somos adultos, sabemos o que desejamos e a não ser que esteja ficando completamente desorientado, sempre deixamos transparecer nossos desejos, a vontade intensa de experimentar o algo mais.

_ Mas é um grande risco e não sei se estou disposta a corrê-lo. É isso. O melhor é não!

_ Tudo bem, se o melhor é não, porque viestes até aqui?

Silêncio. Ele havia conseguido, tomara novamente as rédeas da situação, pelo menor aparentemente. Somos sabedores que as mulheres possuem uma característica inata de convencimento que as tornam fantásticas. Não poderia perder o rumo, e acrescentou:

_ Riscos meu bem, todos corremos. O assumimos quando acordamos e decidimos colocar os pés para fora da cama, o abraçamos ao confirmar a sociedade com um conhecido em empreendimentos comerciais, respirar torna-se um risco assumido, viver seja de qualquer forma, é um risco. Eu prefiro possuí-lo, a viver amargurado pensando nas possibilidades infinitas que se abririam se a coragem tivesse me conduzido. Você que sabe, meu convite está de pé!

Monique mordeu os lábios, olhou fixamente em seus olhos e disse:

_ Me leva daqui!

_ Para onde?

_ Cara, eu não vou me furtar de nada mais, eu serei tua essa noite....

Enquanto se dirigiam para o estacionamento, tentava assimilar tudo pelo qual estava vivenciando. Parecia um sonho, aquela mulher que o enfeitiçara quando foram apresentados pela primeira vez e desde então o havia deixado insone tantas noite, perturbando seu sono, interferindo em seu poder de concentração, com seu jeito simples e ao mesmo tempo despreocupado de encara-lo, estava prestes a entrar em seu carro e iria aproveitar dos momentos que a noite e ele poderiam proporcionar. Ele estava sem jeito, era inegável, não sabia ao certo como portar-se, se agarrava sua mão, se a abraçava, não tinha certeza alguma do que fazer e na tentativa de não parecer tolo, fez um movimento próprio de quem espera um sinal, introduziu suas mãos aos bolsos. Seus dedos encontraram a chave do carro e nela repousaram, as deixou quietas numa tentativa de não correr o risco de perder o passaporte para uma experiência que lhe seria única e de indisfarçável satisfação.

Segurou o passo, deixou que ela ganhasse uma distância de cerca de 20 centímetros e a observou de todas as formas possíveis, seus olhos percorreram cada pedaço visível de seu corpo, percebeu o quanto suas pernas eram desenhadas, terminadas em harmonia com os pés enfeitados pela peça única. Levantou os olhos, soltos, eles fitaram o colo de belo volume, segurando o vestido que desejava tirar-lhe com sofreguidão. Parecia estar começando a entender o que realmente iria acontecer e tentava não pensar unicamente no fato de em instantes estarem dentro do quarto de um motel, onde entrariam, tiraria suas roupas e se entregariam as descobertas de seus corpos, sentindo os cheiros e gostos que poderiam proporcionar.

Ao entrarem no carro, ele ainda a olhou uma vez mais, voltou sua atenção para o volante. Devem ter passado alguns poucos segundos, permanecia estático, foi quando Monique, da forma que sempre lhe foi peculiar quebra aquele silêncio e decreta, deixando-o entre estimulado e confortado:

_ Cara, tens um poder de convencimento que nunca havia visto. Isso me dá medo, está me deixando sem saber o que fazer, mas ao mesmo tempo está me excitando muito!

O que mais precisaria ser dito? Nenhuma palavra seria capaz de descrever a atmosfera que surge, diferente e única, era como se estivesse sendo operado naquele instante a realização dos mais absurdos e esperados desejos. Ele dá a partida no carro, o destino está mentalmente definido. O rádio ligado não para de tocar musica dos anos 70 e 80, parece que o locutor sabia exatamente qual a trilha deveria acompanha-los e começa uma seqüência de músicas de Barry Whtite, dono de um vozeirão inconfundível canta : And what i see, i like... girl listen, you’re in my life, so... beware, i’m gonna keep you... take care, i can’t resist you (your touch)... 

Ele, respirou fundo, sabia perfeitamente o que cada palavra significava, tanto as cantadas quanto as ditas por eles a instantes. Monique se mostrava, como sempre, dona da situação. Continuava falando com a desenvoltura que lhe era peculiar, olhando para as construções que ladeavam aquelas ruas com pouca iluminação com admiração, arquiteta por formação e vendedora por opção, o assunto lhe agradava e era possível que discorresse horas sobre ele. Tinha na ponta da língua o nome das maiores influencias do meio, sabia como poucas as técnicas empregadas, era capaz inclusive de identificar o ano de uma casa, pela simples observação da fechadura de uma porta.

Monique, apesar de ser uma mulher viajada, havia passado uma temporada na Europa antes de conseguir a vaga na Organização, tinha passatempos simples. Amava fotografar. Possuía álbuns separados por local e assunto, era fascinante a forma como conseguia eternizar em um simples pedaço de papel os momentos mais surpreendentes. Certa vez ao comentar no escritório sobre sua paixão, mostrou aos demais um álbum com fotos de um velho casarão de portas grandes de madeira desgastada pela ação do tempo, ladeadas por janelas de mesmo material, paredes brancas, com um telhado de cerâmicas do final do séc. XIX. Havia encontrado este tesouro em uma de suas constantes viagens pelo interior da França. O pátio era enorme, e as fotos tiradas numa manhã de outono mostravam o tapete de folhas secas que serviam como recepção aos visitantes. Ele conseguia estranhamente lembrar o brilho nos olhos dela naquele dia, pensou inclusive que ela estava perdendo seu tempo em meio aos números, sua alma era inegavelmente liberta e curiosa, mas preferiu manter-se calado.

A noite estava abafada, um calor insuportável varria a cidade e no carro a temperatura parecia maior, ele estava com as mãos suadas, a cada instante em que lembrava do convite que fizera há pouco, era como se uma lufada de ansiedade lhe invadisse. Aquela altura ele só desejava entrar no quarto, ligar a hidro e proporcionar o que a havia prometido. Quando estavam próximos, ele ainda lhe pergunta:

_ Você está certa disto?

_ Sim. Entra!

O motor após minutos de uso é desligado, dentro do veículo o clima era de total tensão. Aguardavam pela atitude um do outro, e neste instante ele percebe não a havia beijado! Uma falha imperdoável, a boca ofertando-se durante todo o percurso não havia sido tocada, não poderia mais existir tempo a ser desperdiçado. Os olhos se encontram, sua mão repousa sobre a nuca lisa e a puxa; suas bocas finalmente se encontram, os primeiros contatos são suaves e rápidos, assemelhando-se ao instante que testamos o calor da água. Aqueles lábios eram macios, ele os desejava mais e mais, e este se traduzia na intensidade com que começaram a se tocar, as línguas ficaram indomadas. A noite finalmente estava começando, e prometia ser inesquecível!

As luzes da garagem apagaram-se, mas os dois permaneciam colados dentro do carro, parecia que a química estava cada vez mais forte, era algo inevitável, só um caminho a seguir. Monique o fita, ele entende o recado, abre a porta, faz a volta no veiculo e a retira dele. Seus corpos voltam a se tocar. Ele a prensa contra o carro e volta a beijá-la, sente sua respiração mais tensa e fica sem saber o que fazer. Havia sido tão esperado e não deseja fazer nada que estragasse aquele momento.

_ Vamos subir? – ela questiona como se fosse um convite entre dentes.

_ Claro!

_ Então ligue as luzes, imagina, eu estar subindo as escadas no escuro e cair com esse meu sapato?

Seu pedido foi atendido. Ela inicia seu desfile subindo os degraus vagarosamente, ele a segue. A porta é aberta e mostra um quarto pequeno, a parede possui um quadro desenhado em tons de preto de uma mulher nua debruçada sobre uma janela, o restante dela é repleta de espelhos. Monique coloca sua bolsa vermelha sobre a bancada e se observa pelo espelho. Fica naquela contemplação por longos segundos até que ele a abraça. Ambos se observam pelo reflexo. 

Ele a beija no pescoço, corpos colados, suas mãos vão deslizando pelas pernas delineadas de Monique, vão subindo em direção a sua cintura, passam por baixo do vestido em busca de um pequeno pedaço de tecido. Imaginava qual a cor da lingerie que ela estaria usando, mas para sua surpresa, seu tato nada percebe. Ele a mira com admiração, ela aquiesce respondendo os questionamentos daquele olhar, não havia nenhuma lingerie a ser retirada lentamente, não! A sua frente estava uma fêmea audaciosa, em sua essência pura e plena. Ao virar-se ela faz novo pedido.

_Coloca uma música pra gente.

Atônito ainda, ele procura o som. Tenta em vão encontrar uma estação bem sintonizada. O aparelho deveria ter participado de uma guerra, tal o estado que ele apresentava-se. Falou que estava difícil encontrar algo que fosse condizente com aquela noite e ao virar-se é novamente surpreendido. Monique estava nua! O vestido que lhe caia sobre o corpo, não havia escondido nada de sua silueta. Monique era deliciosamente tentadora, seus seios eram bem desenhados e de belo tamanho, seu sexo estava escondido sob pelos bem aparados. 

Ele só teve tempo de abrir um pequeno sorriso, pois em instantes ela estava na ponta dos pés, agarrada em seu pescoço beijando-o. Ele sabia que havia beijado tantas outras bocas antes daquela noite, mas encontrava naqueles lábios um fogo que nunca experimentara. Seus beijos o levavam a lugares nunca antes visitados, imagina que aquela sensação seria a mesma encontrada por aqueles que se deliciavam na mais alta montanha russa do mundo.

Tantas vezes cético não iria comentar nada, não teve coragem de tecer elogio sobre aquele beijo. Sempre acreditou que determinadas situações são percebidas pelo brilho dos olhos ou neste caso, sobre como as línguas se comportam e ainda mais o quanto de saliva suave é encontrada na boca, e apesar de estarem de olhos fechados, sabia que os castanhos de Monique estavam brilhando, porque em sua boca, encontrara um fonte cristalina. Quando deu por conta, já estavam no anexo, era um banheiro de bom tamanho, que guardava em um dos cantos uma banheira. Monique liga-a. A água começa a enchê-la, enquanto isso os beijos voltam com uma intensidade assustadora. Ele começa a despir-se, enquanto ela a vai puxando pra dentro da hidro. Tantas promessas que seriam cumpridas!

Monique senta-se de frente, coloca seu pé no peito dele, provocando-o, fazendo com que ele passe a beijá-lo, massageando a planta do pé, subindo com suas mãos em direção ao joelho. As mãos antes trêmulas ficam firmes, percorrem cada pedaço daquele corpo com volúpia. Ambos se provocam, os olhares são a arma de sedução que utilizam completados com pequenas mordidas nos lábios. Ela sabe realmente como deixá-lo excitado e nesses instantes deixam de perceber que não haviam fechado o registro da água. Por detalhe não inundam o quarto. É a primeira vez que o clima é quebrado por risos. Se um voyeur estivesse espreitando-os ficaria convencido que estava observando um casal de mutantes, porque eles conseguiam conservar o espírito de descoberta dos jovens em corpos maduros, mas inegavelmente, sabiam o que estavam fazendo!

O som, vez ou outra, conseguia sintonizar, apesar do seu estado precário, uma estação com boa musica. Foi em um destes momentos que ela o provoca, levantando-se de onde está e partindo em sua direção de bruços, deitando seu corpo no peito dele e falando baixinho.

_ Sabe, acho que você não sabe dar direito um banho! Estou aqui, sujinha, louca pra ser lavada por você!

Ele observa aquele monte imerso, as nádegas bem claras e lisas de Monique o deixam fascinado. Suas mãos começam a banhá-la e o sabão percorre todo seu belo corpo. Ela volta a sentar-se, desta vez em seu colo, o provoca, suas mãos o abraçam. Definitivamente, eles não estavam fazendo simplesmente sexo, era amor o que se desenrolava naquela banheira. Ela se vira e se mostra de uma forma totalmente entregue, é o convite que faltava. Sente a língua que antes apenas beijava sua boca, percorrer sua genitália, estremece, vira o rosto e fecha suavemente seus olhos, aproveita aquele carinho como se fosse o prêmio por ter-se comportado muito bem, em seu intimo esperara há muito por tudo aquilo.

Embora não soubesse o desejo de Monique por ele era igualmente antigo. Sempre tivera medo de se entregar, os comentários que faziam dele não eram os melhores. Não desejava ser apenas mais uma enganada pelo jeito um tanto quanto inseguro que ele deixava transparecer. Acreditava que fossem apenas palavras bem estruturadas. Infelizmente ela não suspeitava que poucas pessoas haviam recebido permissão para entrar na vida dele igual a ela. O interesse de ambos era mútuo! Naquele instante ela se lembrou da viagem que fizeram para visitar clientes na implantação de um novo produto. 

A companhia dele havia sido extremamente agradável, o oposto que sempre disseram dele. Seus pensamentos foram dispersos ao ter seu quadril levantado da banheira e começar a ser beijado por aquela boca, uma vez mais soltou um gemido. Levantaram-se, seus dedos estavam murchos, o tempo passara e ficaram uma boa dúzia de minutos naquela intimidade permitida, desejavam mais e iriam saciar suas vontades. Antes de sair, Monique ainda brincou que eles conseguiam encher uma banheira, porque ao levantarem-se, a água ficou próxima aos joelhos de ambos. Este tipo de atitude o deixava encantado, era inegável!

Ela o puxou pela mão, seus corpos molhados percorreram o quarto. A noite continuava abafada e mesmo o ar não refreava o calor que sentiam. A cama redonda ficava frente à parede espelhada e no teto novo espelho permitia aos amantes observar e apreciar cada ângulo do que estava acontecendo. Ele percebera que ela estava totalmente desnuda, com exceção dos brincos e de uma pulseira de ouro que não havia retirado. Comentou de forma despreocupada

_ Teus brincos são lindos, poderia afirmar que as pedras dele são reflexo de tua alma, meio piegas, mas eu sou piegas!

_Sabe, você não existe! – fala Monique

_ Porque não existo?

_ Porque tens o dom de me encantar, como poucos já conseguiram um dia, principalmente agora que descreveu o reflexo de minha alma. Ela está brilhando tanto ou mais do que estas pedras, podes acreditar!

_ A noite será intensa e inesquecível, da mesma forma que me recepcionastes quando estava arrumando o som!

Ela ruborizou, havia sido atingida! Sabedor disso, ele começa a beijá-la. Suga-lhe os seios, seu olfato percebe o doce perfume que invade o quarto, é suave, convidativo, uma senha que ele não deixará de usar. Sua boca começa a descer em direção ao sexo já úmido de Monique. O contato da boca a faz estremecer, ela se atira na cama, entrega-se aquele homem que com boca e dedos a está enlouquecendo. Sua língua é bem ensinada, não precisa de mapa ou orientação para encontrar o ponto exato que a satisfaz. É inebriante o fluido que ela expele. 

Ele dedica-se nela, mas seus olhos não deixam de encarar os dela, mesmo quando ela os fecha no instante que é invadida pelos dedos de seu homem e o prazer percorre seu corpo. Nestes instantes eles ficam mais concentrados nos sinais enviados pelo rosto suave de Monique. Um gemido, uma contração e ele para. Deita-se ao seu lado. A antes mulher tão audaz parece ser uma adolescente que realizara a viagem dos sonhos. Diz baixinho;

_ Eu nunca fiz sexo com alguém que eu não tivesse a intenção de namorar, só que não consigo nos ver tendo agora sexo casual, porque não é isso, é engraçado 

_ Claro que não é casual, não te preocupa. Não tenha peso em tua consciência, mesmo que não ocorra novamente, nunca será considerado casual, porque há envolvimento, está sendo um momento único de troca e cumplicidade, e podes acreditar, estamos tendo cada um destes ingredientes nesta noite.

Monique levanta-se, inclina-se sobre ele e começa a retribuir da mesma forma o que havia experimentado. Sua boca é magistral, uma boca bem treinada alternava entre suavidade e pressões suas caricias. Sabia muito bem como deixar um homem eletrizado, isto era fato. Não havia nada a ser recriminado na forma como ela estava agradando-o. Ele se deu por conta que aquela mulher realmente gostava do que estava fazendo, não possuía nenhum tipo de restrição. Estava cumprindo o que lhe prometera, se entregava totalmente, sem juras de amor, apenas sendo ela mesma, sem máscaras e arrependimentos. Ela olha pro lado e diz maliciosamente enquanto tem o preservativo em suas mãos.

_ Eu abro e você coloca, porque eu te quero dentro de mim, agora.

Não havia porque contestar aquele convite. Em um movimento rápido ele faz o que ela determinara. Coloca-a sobre os joelhos, os travesseiros sob o corpo e a penetra. Escuta o primeiro gemido, baixinho como se fosse uma brisa, mais movimentos e os gemidos vão tendo sua intensidade aumentada intercalados por um "safado", "safado" que ela insistia em repetir.

Ele busca seu corpo para junto do dele, nunca vira em sua caminhada, uma mulher que gemesse de forma tão sensual, cada um deles era um descarga de excitação que lhe era injetada. Era uma mulher magnífica, que lhe estimulava como poucas. Seus olhos uma vez mais estava cerrados, no rosto uma expressão de suavidade, ele a beijou e encontrou em sua boca a saliva suave que conhecera o significado. Ela pede para sentar-se nele, o que não precisa ser comentado foi prontamente atendida. Ficaram amando-se e amando-se seguiram por mais algum tempo. Deitados, ela tece o comentário da noite, aquele que o deixou completamente lisonjeado.

_ Foi exatamente assim que eu imaginei, olho no olho, boca na boca. Só de relembrar eu fico arrepiada, emocionada, excitada. Nossa! Sem palavras, você consegue ser um misto de tanta coisa. É uma perdição, ah tu és uma perdição. A estrada na qual me perdi. Sabe, agora entendo o que falastes sobre riscos, e vou completar que os riscos andam de mãos dadas com o juízo! E ter juízo não é fazer somente as coisas certas, é saber a hora certa de fazer as coisas erradas. Tivemos juízo, não?

Ele não poderia escutar nada melhor. Um sorriso maroto apareceu em seus lábios enquanto a admirava nua, repousando-se em seu peito e com o reflexo deles refletido no espelho do teto.


Final alternativo.

O celular toca, ele instintivamente o pega. É o despertador que o chama para um novo dia. Ainda dormente deixa seu braço solto a procurar na cama o corpo de Monique. Não há ninguém na cama do seu quarto. Ele está em sua casa. Não poderia ter sido um sonho. Não! Bebera um pouco na noite anterior, sua cabeça rodava e aliado ao fato de não estar dormindo direito há semanas, fazia-o sentir deslocado da realidade. Se fora um sonho, foi o mais real que ele tivera. Sentia o gosto e o cheiro de Monique em sua boca e seu corpo, ainda estava com as penas trêmulas, não ficava assim desde os tempos de juventude. Um sonho o teria deixado assim? Enfim, suas dúvidas seriam respondidas no decorrer do dia. Estava realmente muito atrasado!

Ao chegar ao escritório encontra a mesa no caos habitual, papéis misturados, canetas destampadas, mas um detalhe chamou sua atenção. Havia um envelope preso a seu terminal.

"Teu gosto e cheiro ainda estão grudados em mim. A noite foi fantástica, tua boca foi quente e não haveria melhor lugar para morrer de amor do que grudada nela. Não me pergunte quando e nem tão pouco quando repetiremos essa nossa loucura tão intensa e roubando os pensamentos de Neruda te digo que – quero apenas cinco coisas; primeiro é o amor sem fim; a segunda é ver o outono; a terceira é o grave inverno; em quarto lugar o verão e a quinta coisa são teus olhos. Não quero dormir sem teus olhos, não quero ser, sem que me olhes. Abro mão da primavera para que continues me olhando".

Atônito ele olha ao redor e encontra Monique, encostada na entrada de sua sala trazendo uma xícara de café, os cabelos semi-presos, os óculos no rosto e um sorriso maroto nos lábios!

Não fora sonho!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Danielle



Danielle me ligou cedo, disse que me esperava para jantar. Fiquei intrigado com sua ligação, fazia meses que não me procurava. A última vez fora numa tarde chuvosa de abril para me dizer que estava tudo terminado entre nós. Nunca fomos namorados e nem tivemos algo mais sério, éramos amigos que gostavam de proporcionar prazer um ao outro.

Nosso encontro estava marcado para as 21 horas em um restaurante italiano; boa comida, local discreto. Poderíamos conversar bastante e colocar em ordem pensamentos e desejos. Na hora combinada Danielle entrou, usava um vestido tomara-que-caia estampado, o que valorizava ainda mais o seu corpo bem cuidado. Ela é uma mulher que está chegando aos 30 anos e como toda mulher nessa faixa etária, apresenta uma beleza madura, algo de fascinante no jeito de olhar, falar e agir. São mulheres que sabem o que desejam.

Entre uma taça e outra de vinho, seu semblante modificou. Com olhar lascivo me provocou, disse por entre os dentes; “estou sem nada por baixo”. Aquela era a senha. Pedi de imediato a conta. Antes de entrarmos no carro, Danielle levantou o vestido para mostrar que não havia mentido. Nada tapava seu sexo liso e belo. Senti percorrer em mim um calor, uma vontade de possui-la ali mesmo, por entre os carros. Ela sabedora de meus impulsos negou. Ainda – disse ela – eu teria uma surpresa no caminho para casa.

Uma de suas qualidades além da imaginação fértil é saber como deixar um homem excitado com suas mãos e boca. E assim o fez. Pediu para que dirigisse pelas ruas mais movimentadas e sem rodeios abriu meu zíper e começou a acariciar e depois chupar-me com vontade. Era a devassa de sempre. A minha mais desejada transa.

Chegamos a sua casa e sem perdermos tempo começamos a nos beijar enquanto nossas roupas iam ficando pelo caminho até o quarto. Não me surpreendi quando encontrei o quarto preparado para aquela noite. Vendo minha vontade estampada no rosto e corpo, propôs que tomasse uma ducha enquanto, disse ela, preparava a trilha sonora para aquela noite.

Durante o banho só pensava em seus gemidos, seu quadril frenético. Quando me chamou não demorei para secar-me e saindo do banho encontro-a deitada sob lençóis brancos. Puxo ele e a encontro usando lindas meias 7/8 brancas como a neve. Seu corpo estava mais belo do que antes, estava malhando toda manhã e isso a deixou com coxas mais grossas, seus seios são de bom tamanho e convidavam minha boca e língua para percorre-los, seu quadril é largo, delicioso de ser devorado quando fica de quatro, e aqui cometo uma indiscrição ela ama ser possuída assim. 

Ao ver seu sexo liso e rosado, não pensei duas vezes ao te-lo em minha boca, suguei-a com vontade, deixando a língua invadir cada reentrância, seu corpo respondia aos meus estímulos. Frenética se contorcia na cama enquanto puxava minha cabeça com força. Ouvir os gemidos de Danielle me servia como estimulo extra. Não demorou a gozar. Era chegada a hora de começar a senti-la pulsar comigo dentro. Preparou-se, olhou para trás e disse apenas – entra. Seus loiros cabelos pediram para serem enrolados em minhas mãos enquanto entrava com força em minha deliciosa amiga. Ela estava totalmente entregue aos meus cuidados e assim o fiz. Exalava uma fragrância que era puro sexo e desejo. Nossa noite continuou sem pressa de acabar, regada a beijos, sexo, massagens, sonhos e fantasias. 

Ao acordar, me olhava sentada de uma cadeira aos pés da cama, vestida apenas com minha camisa branca, aberta até onde me permitia ver seus montes, me surpreendeu ao dizer: Te amo, fica comigo? Sorri e sem dizer uma palavra, ela entendeu minha resposta e uma vez mais nos amamos sem pressa de acabar.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A força de um scarpin




Hoje pela manhã algo incrivel ocorreu, fez com que meu complexo pensar desenvolvesse esta tese... peguei-me a admirar os pes adoraveis de uma adorável moça de longos castanhos e encaracolados cabelos, alem de ser dona de um irresistivel olhar e candido sorriso, mas isso não vem ao caso, porque na verdade não eram os pés, eram os sapatos que estavam chamando minha atenção!

Sempre escutei que os sapatos demonstram muito da personalidade e do cuidado que possuimos com a conservação, limpeza e aparencia. Nós homens sabemos que é fundamental um sapato bem engraxado em reuniões, eventos e etc e tal. Pois bem, como dia desses recebi um email que falava sobre as cuecas masculinas, hoje falo sobre o sapato feminino, mas de uma maneira um pouco diferente e rápida!

É impressionante, mas não entendo como algumas mulheres não conseguem valorizar esta parte da vestimenta! Comentei que é terrivelmente brochante olhar de cima abaixo de uma dama e constatar que ela está calçando terriveis sapatos de plataforma, sapatos rasteiros, botas de astronauta, tenis "estronchado", congas, sandális ripongas etc..etc e etc. Exercem um admiração com grande, enorme feitiço os chamados sapatos de salto alto, conhecidos como "scarpin"

Esses calçados trazem uma mensagem, uma grande informação das mulheres que os usam. Eles estão gritando, berrando que suas donas são detentoras de uma personalidade forte, marcante, determinada. Não são mais meninas recem saidas das festas juvenis, são mulheres! Você percebeu o que isso significa? Não? Você está frente a alguém que poderá te ensinar muito, que mostrará uma infinidade de oportunidades e te dirá o quanto ela não suporta infantilidades. Na verdade eles são um aviso que suas donas são fascinantes pela mistura de sentimentos e desejos que trazem em si. E para voce, Ser desavisado, este fascinio não é o fisico, porque ele é passageiro, tenue, estou falando daquele fascinio exercido ao sentar numa mesa e começar a falar desde as brincadeiras de criança, atravessando a crise economica e terminando em Satre, meu caro, levante as maos para os céus, você está frente a uma mulher unica! E pensar que tudo começou com um lindo e belo scarpin preto... azul... cinza... branco...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Conto - Desejos da carne



Meu desejo ao lembrar o teu corpo extremamente desenhado, lindo, branco como a neve e deliciosamente desejavel é correr em tua direção, beijar essa tua boca cheia de promessas, olhar demoradamente por cada centimetro, percorrer com minha mão boba e dedos ágeis todo ele...

sentir a tua lingua na minha, enquanto puxo voce pra perto de mim.

Meus sentidos são bombardeados por teu cheiro e teu toque no momento em que começo lentamente a te despir, tirando tua blusa e jogando-a para um canto do quarto, ouvindo a sinfonia de gemidos e ais que soltas pelo ar.

E ao descer por teu pescoço e encontrar os teus seios, que lindos, generosos e entregues cobram minha boca neles, perco-me em minutos sem fim entre um e outro, aumentando teu prazer, querendo te levar aos ceus da perdição.

A viagem continua e chego aonde somente os privilegiados e os escolhidos estiveram; lisa, imaculada, rósea, lá está, umida, molhada, pronta pra ser devorada. E ela é. Uma lingua bem esperta lambe, percorre toda ela, entra e sai, sente teu gozo, teu cheiro, teu gosto, e tenho a cabeça puxada de encontro ao teu corpo, e sinto você estremecer de prazer enquanto te viro...

Ao faze-lo percebo que o melhor está guardado. Está lá, na medida e no tamanho certo. Um premio! Afasto as carnes e com a ponta da lingua começo um caminho que vai do pubis ao coccix, entrando em cada um dos recondidos que existem, sem nojos ou frescuras, apenas vendo o prazer que a femea que esta ali esta sente. Um bom banho de gato que termina com minha boca percorrendo tuas costas e chegando na nuca... e lá entre mordidas e beijos, começa uma nova etapa, onde enquanto os beijos findam a penetração começa... intensa, forte, movimentos ritmados, com puxoes de cabelo e tapas bem dados, aumentando nosso prazer....

Enquanto cada vez mais molhada e receptiva, recebe de mim o que posso te proporcionar,

gemidos, palavras, expressões, sacanagem da boa; daquela que eleva a alma, que nos faz sentir vivos, desejosos, mas tu queres mais, e me faz parar, olha com a cara mais preparada e diz que agora é a tua vez....

Te ajoelha e usa a boca com a maestria de sempre, me faz voar, me eleva, me traz ao chão e recebe como premio meu gozo em tua boca e para minha surpresa, não desperdiça uma gota....

engole... teu corpo tudo diz....e mais uma vez de quatro te oferece, para este que em duas noites viu uma das mais belas mulheres estar nua a sua espera..

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Conto - Morbido reencontro



O relógio marcava duas da manhã e o toque incessante do telefone, fez com que acordasse de sobressalto. Demorou a colocar os pensamentos em ordem antes de direcionar-se ao aparelho. Aquela voz estava trêmula, vacilante e baixa. Não conseguia acreditar no que escutava; Luiz, seu melhor amigo da infância até o final da universidade estava morto, pior do que isso, só quem falava, era Nicole!

Sentou-se na cama e um filme passou em sua mente, viajou para a noite em que chegou mais cedo na República em que moravam e encontrou-os na cama. Era uma traição que não conseguia superar, afinal Luiz era conhecedor da paixão dele pela moça que contrariando as estatísticas havia se atirado de cabeça na Faculdade de Engenharia. Lembrara que deixara tudo para trás, pediu transferência para outra cidade. Seguia sua vida até receber o segundo golpe, haviam casado naquele mesmo ano, mas e agora, o que fazer? Ser desumano e não prestar a ultima homenagem ao amigo de outrora? Apesar de tudo, sempre encontrara em Luiz um fiel parceiro, um incentivado. Superar a dor e encarar parte de seu passado? Ficou naquele dilema o restante da noite.

Não conseguiu mais dormir, quando fitou o horário, eram 9 horas da manhã e movido pelo impulso sempre presente em seus atos se vestiu, pegou as chaves do carro e seguiu em direção ao compromisso que nunca desejou participar.

Chegou ao cemitério e procurou a capela, ainda pensava de forma irracional não ser possível a partida do amigo, era surreal, mas sim, lá estava Luiz, inerte, com um semblante de quem estava apenas sesteando, mas não, ele não estava mais ali. Olhou rapidamente em redor, e identificou os pais de seu amigo, agachou-se e chorou o mesmo canto de dor enquanto os consolava. Levantou e percorreu uma vez mais o ambiente até seus olhos cruzarem-se com os de Nicole. Ela continuava linda apesar dos anos. Seus olhos grandes e azuis, o nariz bem fino e a boca bem desenhada, sua marca registrada estavam ali. Desejou fugir, mas era tarde, Nicole veio à sua direção e num impulso se atirou em seus braços, chorava como uma criança, nada falaram apenas as lágrimas rolaram. Não havia espaço para justificativas.

Passado o impacto inicial do reencontro, começaram a falar. Ela explicou que Luiz há muito desejava um reencontro, principalmente quando descobriu a doença que lhe consumiu nos últimos dois anos. Quanto mais escutava, mais vil se sentia. O amigo precisou dele e ele havia sumido. Enquanto Nicole versava, seus pensamentos voltavam ao passado e lembrou-se das juras que ambos trocaram, das festas que aproveitaram juntos, das viagens a praia e das vezes que a teve nas mãos.

Foi chamado à si quando escutou baterem na porta da capela, precisavam do responsável para acertar os detalhes do enterro. Ela se dirigiu à saída e com um olhar ele entendeu, foram juntos até a secretaria. Após os trâmites, não agüentou, sabia que o local não era o mais adequado, mas, teve que perguntar o porquê ela havia lhe feito sofrer daquele jeito e a resposta foi mais do que impressionante. Fez porque o amava sempre lhe amou, mas não era uma mulher fiel, o sexo e o amor não andavam juntos e por amar-lhe demais, preferiu deixá-lo livre, ter apenas uma desilusão ao invés de várias.

Tomado daquele impulso e ao vislumbrar uma porta aberta, puxou-a para dentro. Sabiam o que aconteceria, arfavam como dois animais no cio. Suas mãos continuavam hábeis e logo estavam por baixo da blusa, constatando que os seios continuavam irresistíveis e tesos. Suas bocas tocaram-se, as línguas quais bailarinas começaram-se a mover em um ritmo frenético. Ela tirou-lhe a camisa, via que apesar dos 40 anos continuava em forma, sempre havia sido um atleta, tomada de desejo, daquela excitação que se encontra nos adolescentes, abriu-lhe a braguilha e começou lentamente a agachar-se, parecia que sorvia a última fruta do pomar. Ele lembrou-se de quantas noites enlouquecera com aquele ritmo. Continuava a mesma, olhava-o delirar de prazer enquanto o tinha na boca. Levantou-se e com um gesto o fez entender, era sua vez! Tirou-lhe a saia e encontrou-a com as peças que sempre usou, minúscula lingerie cobria-lhe. Puxou a de lado e teve o prazer de escutar os gemidos baixinhos, aqueles que lhe atiçavam, que faziam com que seu lado animalesco falasse. Sim, ela gozou, sentiu-se completa como há muito não sentia. Tirou a blusa e roçou-se no corpo do seu homem do passado, agora desejava novamente ter-lhe dentro dela. Ele sabia como fazê-la delirar, virou-lhe de costas e a penetrou, trazia-lhe contra o corpo, desejando que entrasse em seu peito, que ela não pudesse mais escapar-lhe, que fossem apenas um. Apertava-lhe os seios que de brancos tornaram-se róseos pela força que lhe aplicavam. Suavam, gemiam juntos, de forma cadenciada enquanto viviam aquele momento, não queriam que acabasse. Nicole a cada instante estava mais excitada, molhada, e ele rijo. Não se importavam com o momento e nem com o tempo. Sentindo que gozaria novamente, Nicole e se entregou sublime e ao perceber que o amante faria o mesmo virou-se e rapidamente, se agachou abocanhando-lhe novamente, sorvendo todo o liquido quente que ele despejava, o que fez com desejo, degustando cada gota para delírio dele.

Levantou-se vestiu a roupa e esperou que fizesse o mesmo. Já se preparava para sair quando ele segurou-a pelo braço e cometeu seu maior pecado, perguntou-lhe quando veriam-se novamente. Nicole olhou-o bem e como quem tivesse sido questionada sobre o nome de uma rua, respondeu com um desdém inigualável: nunca, já respondera que o amava, mas não era mulher de um homem só e além do mais haveriam outros como ele que a consolariam naquele dia em que a verdadeira vitima era o seu eterno amigo Luiz.




conto escrito por este humilde blogueiro

sexta-feira, 18 de setembro de 2009




"Nunca
é tarde demais
para ser aquilo
que sempre se desejou ser"
(George Eliot)

domingo, 6 de setembro de 2009

Campanha Polêmica


Independentemente da polêmica, é sempre bom lembrar. Sexo para ser seguro somente com proteção!


Campanha anti-Aids que mostra Hitler fazendo sexo gera polêmica
Anúncios também retratam Stálin e Saddam Hussein. Vírus não poderia ter uma 'cara boa', justifica publicitário.
Da AFP

Uma campanha publicitária contra a Aids lançada na Alemanha provocou polêmica ao mostrar o ditador nazista Adolf Hitler fazendo sexo com uma mulher. O objetivo, segundo a agência que produziu o anúncio, era "sacudir" o público antes da Jornada Mundial contra a Aids, marcada para 1º de dezembro e chamar a atenção contra o sexo sem proteção.
O clipe de 30 segundos mostra um casal tendo relações sexuais em um quarto à meia luz, imitando o estilo de um filme pornô light.

No último plano, revela-se que o homem tem os traços de Adolf Hitler. Ele olha fixamente para a câmera, e aparece a mensagem: "A Aids é uma assassina em massa. Proteja-se".

A agência publicitária Das Comitte também criou cartazes semelhantes com o ditador soviético Stálin ou o ex-presidente iraquiano Saddam Hussein.

ONGs britânicas reclamaram que o anúncio "estigmatiza" os portadores do vírus."Nos questionamos que rosto poderíamos dar ao vírus, e certamente ele não podia ser bonito", justificou Dirl Silz, diretor de criação da campanha.

"A campanha foi planejada para sacudir as pessoas, para colocar o tema Aids e, primeiro plano e para inverter a tendência de ter relações sexuais sem proteção", explicou a agência.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Massagens Sensuais



Extremamente erótica e cheia de ternura, assim é a massagem sensual.

Renova os laços que unem um casal aumentando o prazer e o carinho de tocar e ser tocada. Através da massagem sensual você vai aprender como estimular o seu parceiro, como descontraí-lo e proporcionar prazer mútuo, assim sua relação vai ter uma nova dimensão no que diz respeito ao amor, afeto e prazer.

A massagem sensual apesar de ser falada nos dias de hoje, já era bastante usada a milhares de anos no oriente.

O objetivo da massagem sensual, seja ou não para terminar em sexo, é relaxar corpo e mente, de modo que é importante criar um cenário confortável.

Você pode sonhar a vida inteira com um sexo mais ousado e prazeroso ou, se quiser, pode tornar isso realidade. É verdade! Um bom caminho para isso é usar a massagem erótica antes e durante o sexo, experimentando aumento considerável do tesão, além de conseguir orgasmo mais prolongado de todo o corpo. Está literalmente ao alcance das suas mãos uma noite incrementada de sexo da melhor qualidade.

Não se preocupe se você não é um(a) massagista. O que vale é a boa vontade e o toque de amor. Vão aí algumas dicas:

Prepare o cenário de sua noite de prazer. Faça a alquimia ambiental.

Utilize alguns incensos e produtos indianos você pode usar óleo ou creme de perfume agradável, mas não exagere na dose. Use-o somente para untar as mãos.Alguns óleos e cremes sugeridos:

Peça que sua(seu) companheira(o) se deite nua(u), de bruços, sobre um edredom, por exemplo. Massageie suas costas, com as pontas dos dedos, fazendo pequenos movimentos circulares de pressão, diluindo as tensões que ficaram acumuladas nos músculos. Mais relaxada, ela(e) será uma companhia sexual muito melhor. Ao final, deslize suavemente as mãos por todo o corpo dela(e), sempre no sentido do centro (coluna) para as extremidades do corpo (braços e mãos, pernas e pés).

Faça toques bem leves, toques de pluma, sensibilizando as costas.

Dê pequenas mordidas nas regiões mais tensas.

Passe a língua pela coluna dela(e).

Mordidas leves nas nádegas.

Massageie o pescoço e passe as mãos no topo da cabeça. Passe o polegar no terceiro olho, entre as sobrancelhas.

Peça para ela(e) se virar de barriga para cima, deixando as pernas abertas. Massageie então a região que fica entre o sexo e o ânus, com as pontas dos seus dedos, fazendo movimentos circulares. Massageie suavemente, também, com a palma das mãos, a região das virilhas e do osso púbico.

Faça uma amassadura nos músculos das coxas, como se estivesse preparando a massa de um pão.

Trate muito bem os pés dela(e), massageando-os e deslizando seus dedos entre os dedos dela(e).

Depois vem a barriga, com movimentos circulares, indo com mãos quentes até a região púbica.

E a região do peito. Coloque a palma das mãos sobre os seios dela ou sobre a região dos mamilos dele. Faça movimentos circulares.

Belisque levemente os mamilos, estimulando-os. Passe a língua neles. Dê um beijinho bem no meio do peito.

Passe suavemente as mãos no rosto, diluindo as tensões. E relaxe a região que fica entre as sobrancelhas com os polegares.

Termine a massagem passando as mãos por todo o corpo com toques de pluma, sempre no sentido do centro (peito) para as extremidades (braços e mãos, pernas e pés).

No final da massagem deite-se ao lado de sua(seu) companheira(o).

Um abraço agora pode ser muito bom e sem dúvida o tesão terá outra qualidade.

Está aí um bom roteiro para você seguir numa massagem. Isso funciona muito bem como preliminar do sexo, tornando-o mais sensível e prazeroso.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Mulher de 30 anos


recebido por email e divido com voces... desconheço a autoria.


Sim, é óbvio que eu gosto de ninfetas. É claro também que tenho meus limites, não sou nenhum Humbert Humbert. Mas é impossível, para qualquer homem, deixar de notar os encantos de uma jovem de seus dezoito, vinte anos. Seja a arrogância gostosa daquelas que, ainda adolescentes, acham que sabem tudo sobre a vida; ou a curiosidade instigante das que parecem querer devorar o mundo, tamanha a vontade de aprender; como ficar indiferente? Isso sem falar na malícia disfarçada de inocência… Ou seria a doce inocência temperada de malícia? Não sei. Só sei que algumas até percebem o quanto mexem comigo.Mas, há um problema. Ainda que existam exceções, raras e deliciosas exceções, essas meninas ainda não são mulheres.

“A fisionomia da mulher só começa aos trinta anos”, já dizia Balzac. Irritava-me a falsa modéstia de mulheres deslumbrantes que dizem “mas eu não tenho mais o corpo que eu tinha aos vinte anos”. E quem disse que precisa ter? Perco a fala, fico completamente desorientado e transpiro desejo só porque tenho algum tipo de preferência exótica? É óbvio que não. Demorou, mas descobri que isso não passa de charme, uma estratégia sórdida para chamar a atenção para a beleza das formas de um corpo maduro, esculpido pela experiência e aquecido pela volúpia de quem sabe exatamente o que deseja.

A mulher de trinta anos sabe quem é e sabe bem o poder que tem. Não precisando mais de muitos dos joguinhos que algumas jovens fazem para testar sua capacidade, ela se dedica a outros jogos, muito mais interessantes e excitantes.

Relacionar-se com uma mulher de trinta anos é ensinar e aprender. É ter uma amante perfeita e, ao mesmo tempo, uma companheira de humor sem frescuras e uma amiga capaz de entender e se deliciar com todas aquelas referências pop que você levou décadas para colecionar: ela vai rir gostosamente ao lembrar-se do vídeo de “Total Eclipse Of The Heart”, ou será uma fã sobrevivente de Jackson 5, e isso é ouro! É possível discutir filosofia depois do melhor sexo do mundo ou, o absurdo, conseguir o melhor sexo do mundo após discutir filosofia! (eu indico Sartre) A mulher de trinta anos está mais apta a entregar-se ao amor sem medo. E se for paixão? Ela não perde tempo buscando definições semânticas, ela simplesmente vive!

Mas você aí, que já está com água na boca, não pense que é fácil conquistar uma mulher de trinta anos. Hoje elas são muito mais interessantes e complexas do que eram na época de Balzac, porque são acima de tudo independentes. A mulher de trinta anos é segura de si até quando procura um colo. Ela não tem mais vergonha de ser menina quando precisa, afinal. O que fazer? De minha parte, não tento mais compreender tamanha complexidade (o homem que tenta entender as mulheres é um tolo, simplesmente não as merece); e apenas vivo minha paixão intensamente, cada dia mais fascinado pela mulher de trinta anos…

Conto - Janela Intima



Sempre encarei o hobby de meu irmão, um tanto quanto sem sentido. Ficar horas a fio, com o rosto enfiado em um telescópio observando estrelas não era nem um pouco estimulante. Mal sabia que minha opinião seria modificada radicalmente. Estava cansada das provas finais da faculdade, os exames haviam sido difíceis e o que mais desejava era passar alguns dias longe de toda aquela correria, e que melhor lugar para refugiar-me do que nosso apartamento na Serra? Joguei dentro da mala tudo o que julguei necessário para quatro dias de retiro total e encarei a estrada. Minha surpresa foi tamanha ao chegar e constatar que ele estava em condições deploráveis, gritava urgentemente por uma boa limpeza, minha primeira tarde respirando os ares mais leves do que o da capital foi de total indignação! Estava exausta e ainda por cima tive que limpar, arejar, enfim, dar um “up” total nos cômodos. Quando vi, o sol já havia se escondido e só me restava tomar um banho. A água revigora os ânimos minha avó dizia!

Juro que sai revigorada da ducha, a noite estava abafada o que a tornava minha aliada. Dessa forma conseguia usar meu pijaminha predileto – nada! Estava tudo sensacional, deitei no sofá, peguei um livro que há muito desejava ler e comecei a folhar as páginas, ia sorvendo cada palavra, cada sentido literal, mas em pouco tempo comecei a entediar-me, já estava sem paradeiro, uma vontade louca de fazer algo diferente, sair da rotina. Olho para o canto da sacada e o que encontro? O telescópio de meu irmão. Pensei, bom, vejamos o que de tão engraçado e excitante existe em observar um brilho a milhões de anos luz daqui. Lógico, pra mim não há nada disso na observação estelar. Nosso prédio fica em uma parte alta da cidade o que permite uma visão privilegiada da cidade e logo comecei a direcioná-lo para outras posições, observava os carros, as casas, as pessoas até que tive a visão que mudaria minhas concepções!

Custei a acreditar no que meus olhos viam! Distante algumas centenas de metros, havia uma janela aberta em outro prédio. Conseguia perceber apesar do ambiente em meia-luz um casal se preparando para aquela que considero uma das noites mais incríveis de minha vida, à noite em que fui a voyeur involuntária de um momento regado a fantasias e desejos. A cortina semi-aberta permitia-me ver um casal jovem, uma moça morena de cabelos curtos, bem desenhada, capaz de despertar inveja a muitas mulheres e o homem não menos interessante.

Naquele momento fiquei confusa, não sabia se parava de invadir a intimidade daquele casal ou continuava como uma convidada escondida. O desejo e a curiosidade falaram mais alto e mantive-me ali, enfeitiçada pelo que começava a presenciar. A moça deitou-se nua, completamente entregue ao seu acompanhante, pernas e braços aberto que foram amarrados na cama com lenços vermelhos. Recebeu como recompensa, um beijo demorado, daqueles que fazem nossas pernas estremecer antes de ter seus olhos vendados. Achei loucura uma mulher se deixar dominar daquela forma, mas depois, invejei-a! O homem passou a acariciar seu corpo com uma pena delicada, branca, longa, que percorria cada centímetro, iniciou sua corrida pelos lábios carnudos, descendo pelo pescoço e repousando nos seios, que a esta altura, com seus bicos duros, mostravam que a excitação estava tomando-a, causando espasmos que percebia serem de total prazer. Ele não se manteve inerte, a pena percorreu sua barriga e para minha surpresa, seguiu rumo as pernas e pés da moça. Não preciso dizer que estava completamente enlouquecida com o que presenciava, era inegável que me via naquela situação, sendo desejada, cortejada e estimulada!

Comecei a me tocar, cada lugar que a pena repousava era visitado por minha mão, não tinha a menor idéia de como iria terminar, mas não me interessava, tão pouco se era vista, se meus gemidos eram escutados, o mundo havia parado, só existíamos os três! A sessão continuava, o corpo da jovem era explorado com uma pedrinha de gelo. Em cada passear o rapaz levemente soprava a região, fazendo com que a sensação se multiplicasse em infinitas vezes, ele realmente sabia o que estava proporcionando a sua amante. Minha excitação aumentava cada vez mais, não conseguia parar de me tocar, de me projetar naquela cena, minha vontade era de descer correndo e invadir aquele quarto, pedir para ser amarrada e amada daquela forma! Não acreditei quando ele derramou um pouco de champagne no corpo da mulher e começou a percorrê-la com a boca. As pernas morenas e bem torneadas começaram a levantar aquele corpo de mulher entregue ao prazer e sem muita cerimônia ele a invadiu com sua língua.

Ele fazia sexo oral com maestria, aquela não era encarada como uma região qualquer. Não, era o prêmio conquistado, muito disputado e ele havia feito por merecê-la. Vê-los daquela maneira fez com que sentisse em mim aquela boca, sentia aquelas mãos a passear por meu corpo, aqueles dedos a me desbravar, não conseguia mais parar, estava louca, excitada, tremendo de prazer, desejando uma vez mais transportar-me para aquele quarto, gemia junto com aquela minha doce estranha parceira, o calor tomava conta de mim e chegamos juntas ao gozo, foi indescritível.

Torcia por mais e eles também, o homem fitava sua mulher deitada, entregue recuperando-se de tudo o que havia experimentado e tal como libertador, passou a desamarrá-la, sentia, mesmo a distancia a tensão que ali existia, ela levantou-se, beijou-o novamente demoradamente e foram em direção a janela, ela de costas para ele começou a ser penetrada, e eu ali, fascinada, feliz por ter a possibilidade de continuar vendo-os em ação, mas para minha surpresa, ambos olharam para minha janela, acenaram-me, fechando as cortinas e me deixando apenas imaginando o que se desenrolou naquele quarto.

Nas noites que se seguiram, marcávamos nossos encontros da mesma forma, eles lá e eu aqui, me realizando de uma forma diferente a cada noite. Ah, já ia esquecendo, hoje, tenho um telescópio bem potente na janela de meu quarto, nunca se sabe o que ele pode nos proporcionar nas quentes noites de uma cidade grande!